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Artigo:53 - Guia do Ubuntu
  Tutorial - Guia do Ubuntu


    Guia do Ubuntu


     Carlos E. Morimoto
     30/11/2005


    Introdução


    O Ubuntu vem rapidamente ganhando popularidade. Ele é desenvolvido pela Ubuntu Fundation, uma organização sem fins lucrativos, que por sua vez é patrocinada pela Canonical Inc., que ganha dinheiro vendendo suporte, treinamentos e customizações do Ubuntu. Esta combinação de ONG e empresa tem dado muito certo, combinando os esforços de um sem número de voluntários e um grupo de desenvolvedores bem pagos que trabalham em tempo integral no desenvolvimento do sistema.

    Ao invés do tradicional 1.0, 2.0, 3.0, etc., o Ubuntu usa um sistema de numeração das versões bastante incomum. Os releases são numerados com base no mês e ano em que são lançados e recebem um codenome. A primeira versão oficial foi Ubuntu 4.10 (lançado em Outubro de 2004), apelidado de "Warty Warthog", seguido pelo 5.04 (lançado em Abril de 2005), apelidado de "Hoary Hedgehog" e pelo 5.10 (Outubro de 2005), batizado de "Breezy Badger". O próximo será o 6.04 (Dapper Drake), agendado para abril de 2006. Como pode perceber, as novas versões do Ubuntu são lançadas de 6 em 6 meses, sempre com um nome mais esquisito que a anterior ;-).

    Além de fazer download no http://www.ubuntu.com, existe a opção de pedir um CD gravado no https://shipit.ubuntu.com/.

    Os CDs do shipit são inteiramente gratuitos, incluindo a postagem. Na verdade, eles não mandam apenas um CD, mandam um pacote com 10 conjuntos com o CD de instalação e um live-CD, onde um é pra você e os outros nove para distribuir entre amigos. Não se sabe até quando a verba para os CDs gratuitos vai durar, mas até o momento tem sido um fator importante para a popularização do Ubuntu.

    O Ubuntu é um meio termo entre o Debian "puro" e distribuições amigáveis como o Kurumin. Ele tem foco no uso em desktop, mas sem perder os recursos úteis para uso em servidor.

    Ao invés de incluir várias ferramentas de configuração, ele utiliza apenas as ferramentas básicas encontradas no Debian, combinadas com um bom sistema de detecção de hardware durante a instalação. Visualmente, ele é mais agradável de usar (que o Debian), mas ao configurar você tem que lidar diretamente com arquivos de configuração. Essa combinação de instalação simples, mas configuração relativamente complicada faz com que ele seja uma opção bem interessante para estudar e entender melhor a estrutura do sistema.

    Além do Debian, a maioria das dicas que dou aqui sobre o Ubuntu servem também para o Kurumin. No caso do Kurumin, a maior parte destes passos não são necessários, pois as configurações já vem prontas, ou são automatizadas pelos ícones mágicos, mas é importante estudá-los para entender como o sistema funciona por baixo dos panos.

    Instalação

    O Ubuntu usa um instalador em modo texto, uma versão simplificada do instalador do Debian Sarge. Devido à simplicidade, o instalador é bastante robusto e faz poucas perguntas durante a instalação, por isso em geral mesmo os mais iniciantes não tem muitos problemas para colocar o Ubuntu trabalhar. O ponto fraco do instalador é o fato de possuir uma ferramenta de particionamento bastante deficiente.

    Antes de começar a instalação, use o Gparted (que pode ser usado a partir de um CD do Kurumin) ou outra ferramenta de particionamento para redimensionar a partição do Windows, criar a partição para a instalação do sistema e swap e outras modificações necessárias antes de inicializar a instalação. Deixe tudo pronto para apenas definir a partição onde o sistema será instalado.

    Ao invés do KDE, o Ubuntu usa o Gnome como desktop padrão, incluindo um conjunto de programas que se integram bem com ele. Isso acaba sendo uma deixa para falar mais sobre ele, já que até agora só falamos do KDE.

    Assim como no caso do Kurumin, você pode especificar opções na tela de boot do CD. Como disse, o instalador é bastante simples e robusto, por isso os casos de problemas durante a instalação são raros. Mesmo assim, em alguns casos pode ser necessário desabilitar o ACPI ou APCI ou mesmo especificar o modelo da controladora SCSI, caso você esteja usando uma. Você pode ver as opções de boot disponíveis pressionando as teclas F5, F6 e F7.

    Para desabilitar o APIC, por exemplo, use a opção "linux noapic". Na verdade o instalador não roda em texto puro, ela usa frame buffer. Em algumas poucas situações, a placa de vídeo pode não ser compatível com o modo usado, neste caso experimente a opção "linux vga=771", que usa 800x600 com 256 cores, um modo compatível com praticamente todas as placas.

    Existe ainda uma opção de instalação enxuta, onde é instalado apenas o sistema base, sem o X, Gnome ou qualquer outra ferramenta gráfica, ativada usando a opção "server" no boot. Esta opção pode ser usada mais tarde como um desafio: que tal tentar instalar manualmente, via linha de comando, os pacotes necessários para completar a instalação do sistema, até chegar ao ponto abrir o Firefox e assistir uma animação em Flash no http://www.charges.com.br? :-).

    A instalação propriamente dita começa com a escolha da língua, escolha "Portuguese (Brasil)". Em seguida vem a escolha do teclado, onde o padrão (ao escolher o Português como língua) é o ABNT2. Se você tiver um teclado padrão Americano, acesse a opção "Selecionar de uma lista completa de teclados" e escolha "Português Brasileiro (Layout Americano)".

    Dentro do instalador, use as setas e a tecla <TAB> para navegar entre as opções, <Espaço> para selecionar e <Enter> para confirmar.

    Apesar de oferecer suporte a muitas linguagens diferentes, o Ubuntu inclui um número relativamente pequeno de pacotes de internacionalização nos CDs de instalação, que não inclui o suporte a Português do Brasil. Para instalar na nossa língua, o instalador se oferece para baixar os pacotes necessários via Internet, no final da instalação.

    Para que isso funcione, o instalador detecta a placa de rede e em seguida tenta configurar a rede via DHCP. Você pode também configurar os endereços manualmente, mas o instalador não possui suporte a conexões via modem, ADSL com autenticação, nem à maioria das placas wireless. Só é possível baixar os pacotes durante a instalação se você estiver usando uma conexão de rede local, compartilhada no modem ADSL, ou num outro micro da rede.

    O próximo passo é o particionamento. Como disse, o particionador usando durante a instalação está longe de ser intuitivo e a opção padrão é "Apagar todo o disco". Preste atenção ao selecionar as opções, pois é muito fácil destruir o particionamento do HD com ele. Respire fundo e conte até dez ;).

    Ao instalar num HD já particionado, escolha a opção "Editar manualmente a tabela de partições". Aponte a partição onde o sistema será instalado e, na tela seguinte, onde são mostradas as propriedades da partição, indique o seguinte:

    O mais importante aqui é o "Ponto de montagem", que diz ao instalador o que fazer com a partição. Dizer que o ponto de montagem é "/" explica a ele que esta é a partição onde o sistema será instalado. Não se esqueça de ativar a opção "sim, formatar" e de indicar o sistema de arquivos no qual a partição será formatada, na opção "Usar como". Ao terminar, selecione a opção "Finalizar a configuração da partição".

    Caso você tenha uma segunda partição que queira usar como home, repita o mesmo procedimento para ela, dizendo que o ponto de montagem é "/home".

    A opção "Opções de montagem" permite incluir opções que serão usadas ao montar a partição. Cada sistema de arquivos possui opções específicas, que o fazem de forma diferente ou melhoram o desempenho em situações específicas. No ReiserFS, por exemplo, é comum usar as opções "noatime" e "notail". A primeira faz com que o sistema não atualize as propriedades dos arquivos quando eles são acessados (passa a atualizar apenas quando são realmente alterados) o que melhora bastante o desempenho em servidores web e bancos de dados. A opção notail desabilita o agrupamento de arquivos, o que causa um pequeno desperdício de espaço em disco, mas melhora um pouco o desempenho. Naturalmente, estas opções são apenas opções, você pode simplesmente manter o "defaults" se não precisar de nada específico.

    Caso você tenha dois ou mais HDs, o instalador oferece a opção de usar RAID via software, onde duas partições (uma de cada HD) são combinadas (RAID 0) e o sistema passa a acessá-las como se fosse uma partição só, dividindo os dados entre elas. Isso aumenta o desempenho, mas diminui a confiabilidade, pois qualquer problema com um dos dois HDs faz com que todos os dados sejam perdidos.

    Existe também a opção de usar RAID 1, onde a partição no segundo HD simplesmente guarda uma cópia dos dados do primeiro. Neste caso não existe ganho nenhum de desempenho (pelo contrário, temos uma pequena perda), mas você ganha em confiabilidade, já que o segundo HD passa a armazenar um backup automático. Este sistema de RAID via software funciona da mesma forma que o RAID feito usando uma controladora dedicada, porém funciona usando as portas IDE ou SATA da placa mãe, sem precisar de hardware adicional.

    Para usar as partições em RAID você precisa mudar o sistema de arquivos para "volume físico para RAID". Depois de combinadas, as duas partições passam a ser vistas como uma única partição, que pode ser finalmente formatada usando o sistema de arquivos que preferir.

    Por padrão, o instalador monta as outras partições que encontrar no HD (incluindo as partições do Windows e de outras distribuições), na pasta "/media", mas você pode mudar para a pasta "/mnt" ou outra pasta que preferir. No screenshot abaixo você tem um exemplo de configuração mais complexa, numa máquina com dois HDs e várias partições. Note que o instalador detecta e usa as partições swap automaticamente, mesmo que você tenha mais de uma.

    Ao terminar, selecione a opção "Finalizar o particionamento e gravar as mudanças no disco" (no final da lista), para continuar com a instalação.

    Você notará que ao contrário de outras distribuições mais tradicionais, o Ubuntu não oferece uma opção para selecionar os pacotes que serão instalados. O CD simplesmente contém um sistema base, com os programas mais usados, que é instalado diretamente. Isso reduz a flexibilidade, mas em compensação simplifica bastante a instalação do sistema e permite que ele seja composto de apenas um CD, ao invés de vários, como no caso do Mandriva ou Fedora.

    Os programas adicionais podem ser baixados posteriormente via internet. Assim como o Kurumin, o Ubuntu usa o apt-get como ferramenta de instalação, baixando os pacotes a partir de um conjunto de repositórios próprios.

    Depois da cópia dos pacotes, o instalador pergunta sobre o download dos pacotes com as traduções. Embora seja mais fácil deixar que o instalador se encarregue disso, é possível instalar manualmente depois, usando o apt-get ou o Synaptic.

    Outra pergunta que levanta dúvidas é sobre a configuração do horário. No Linux a hora do relógio é calculada segundo o GMT, uma espécie de horário universal, da onde o sistema subtrai o fuso-horário para chegar ao horário na sua região. Quando ele pergunta se "O relógio de hardware está configurado para GMT" ele está perguntando se o relógio do micro está mostrando a hora certa (independente do fuso horário), ou se ele está mostrando o horário GMT, da onde ele ainda vai subtrair três horas para chegar ao horário de Brasília.

    Basicamente, se você usa o Windows em dual boot, responda não, pois o Windows não calcula o horário baseado no GMT, simplesmente mostra o horário atual do relógio. Em caso de dúvida, veja se o horário do relógio que ele exibe está certo (neste caso responda "não", pois ele está usando o horário local) ou se está três horas adiantado (sintoma de que está ajustado para GMT)

    Em seguida, ele pede para você escolher um nome e senha para a sua conta de usuário. Um detalhe interessante sobre o Ubuntu é que a conta de root vêm por padrão desabilitada. Você utiliza o sudo para abrir programas como root e executar tarefas administrativas. Para editar o "/etc/fstab" como root, usando o gedit, por exemplo, você usaria o comando:

    $ sudo gedit /etc/fstab

    A senha que é solicitada no caso não é a senha de root (lembre-se, a conta de root é desativada por padrão, não existe sequer uma senha definida), mas sim a senha da sua conta de usuário. Como você pode ver, o usuário criado durante a instalação pode executar qualquer comando como root, apenas adicionando "sudo" no início do comando, assim como no Kurumin. O fato do sudo solicitar a senha de usuário é apenas uma precaução contra a possibilidade de alguém executar comandos na sua máquina aproveitando-se da sua ausência.

    Voltando à instalação, o passo final é configurar o gerenciador de boot. O Ubuntu usa do grub ao invés do lilo. Caso você esteja instalando ele sozinho, ou em dual-boot com o Windows, basta instalar o grub no MBR, respondendo "sim" quando ele pergunta "Instalar o carregador de inicialização GRUB no registro de inicialização principal?". O instalador é capaz de detectar outros sistemas operacionais instalados e já inclui as entradas no menu de boot automaticamente.

    Mas, se você está instalando o Ubuntu junto com outras distribuições Linux, essa etapa inspira mais cuidados. Uma das distribuições deve instalar o gerenciador na MBR e as demais no primeiro setor da partição. Se você simplesmente ir mandando todas instalarem na MBR, uma vai substituir a outra e no final vai conseguir inicializar apenas a última.

    Para instalar o grub no primeiro setor da partição, responda "não" na pergunta. Ele perguntará aonde o grub deve ser instalado. O problema é que ele usa uma notação diferente do padrão para nomear as partições. Se você está instalando na partição "/dev/hda2", por exemplo, responda "hd0,1", se estiver instalando na partição "/dev/hda5", responda "hd0,4" e, se estiver instalando no "/dev/hdb1", responda "hd1,0".

    Eu ainda pretendo dar umas bolachas em quem inventou essa nomenclatura ;), mas a lógica é a seguinte:

    Os dois números indicam o HD e a partição dentro dele. Ambos são nomeados a partir do zero, de forma que o "/dev/hda" vira "0", o "/dev/hdb" vira "1", o "/dev/hdc" vira "2" e o "/dev/hdd" vira "3". As partições também são nomeadas a partir do zero, de forma que a "/dev/hda1" é "0,0" e a "/dev/hda5" é "0,4", sempre subtraindo 1.

    Este primeiro estágio da instalação serve para copiar instalar um sistema base, os pacotes para o HD e colher as informações necessárias. A instalação mesmo começa depois de remover o CD e reiniciar a máquina, quando finalmente são instalados o grosso dos pacotes e os pacotes de internacionalização são baixados via web.

    Embora um pouco demorada, esta segunda etapa é automática. Depois de mais um reboot. você finalmente cai na tela de login.

    Uma última dica sobre a instalação é que além da instalação do sistema em sí, o instalador copia cerca de 300 MB de pacotes, que podem ser instalados posteriormente pelo apt-get, sem que você precisa ficar fornecendo o CD de instalação. Para desabilitar esta cópia, economizando espaço e tornando a instalação mais rápida, use a opção "linux archive-copier/copy=false" na tela de boot.

    Instalando programas


    Assim como o Kurumin, o Ubuntu também usa o apt-get como ferramenta de instalação de pacotes e a configuração das fontes de atualização vai no arquivo padrão, o "/etc/apt/sources.list". A principal diferença é que o Ubuntu utiliza um repositório próprio e não os repositórios oficiais do Debian.

    No caso do Ubuntu isto é necessário, pois ao contrário do Debian padrão, novas versões estáveis do Ubuntu são lançadas de 6 em 6 meses. Caso utilizassem diretamente os repositórios do Debian, teriam que utilizar o testing ou o unstable, o que exporia os usuários a problemas diversos de instabilidades e pacotes quebrados ao tentar instalar programas extras, como muitas vezes acontece no Kurumin, que utiliza os repositórios oficiais.

    Como não haveria mãos suficientes para manter versões separadas de todos os mais de 20.000 pacotes do Debian, os desenvolvedores do Ubuntu optaram por manter um número relativamente pequeno de pacotes, contendo o Kernel, as bibliotecas base do sistema, o Gnome e os programas mais usados, formando o conjunto que recebemos nos CDs de instalação, chamado de "Main". Os demais pacotes vão num repositório separado, o "Universe", que contém basicamente uma cópia "congelada" dos pacotes do Debian Unstable, testados e atualizados periodicamente. Como estamos falando de um número muito grande de pacotes, não é possível garantir que não existam falhas mas, em geral, os problemas são relativamente raros.

    Por padrão, o apt-get vem configurado para usar apenas o main e os repositórios com as atualizações e correções de segurança. Para ativar o uso do Universe, abra o arquivo "/etc/apt/sources.list" e descomente as linhas:

    deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu breezy universe
    deb http://security.ubuntu.com/ubuntu breezy-security universe

    O "breezy" no caso corresponde à versão do Ubuntu em uso. No meu caso estou usando o 5.10.

    Complementando os dois, temos o "Backports", um repositório que contém atualizações e novos pacotes vindos da versão de desenvolvimento do Ubuntu, uma forma de ter acesso às atualizações sem precisar esperar o lançamento da versão seguinte. Ele é uma espécie de "Unstable" do Ubuntu, ativado ao descomentar a linha:

    deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu breezy-backports main restricted universe multiverse

    As linhas que começam com "deb-src" ativam os repositórios que contém o código fonte dos pacotes. Elas só são necessárias se você quiser experimentar compilar os pacotes localmente para tentar ativar opções diversas. Lembre-se que o Ubuntu é baseado no Gnome, então ao invés de usar o kedit ou o kwrite, você usa o gedit para editar arquivos.

    Depois de alterar o arquivo, atualize a base de dados do apt, rodando o:

    $ sudo apt-get update

    Assim como no Debian, os repositórios do Ubuntu possuem vários mirrors espalhados pelo mundo. Para usar o mirror do Brasil, por exemplo, acrescente "br." no inicío das urls, como em: deb http://br.archive.ubuntu.com/ubuntu breezy universe.

    O repositório backports contém a categoria "restricted" que inclui alguns pacotes "não livres", ou seja, programas que possuem algum tipo de restrição quanto ao seu uso ou distribuição, ou simplesmente possuem o código fechado, como o Java. Muitos programas e bibliotecas que usamos no dia a dia, incluindo drivers, flash, codecs para vários formatos de áudio e até mesmo o suporte a musicas em MP3 se enquadra nesta categoria. é muito difícil ter um sistema "100% livre", pois você vai precisar do suporte a MP3 (por exemplo), mesmo se quiser apenas converter suas músicas para outro formato.

    Você pode complementar a lista incluindo mais dois repositórios, o Marillat e o Debian-Unofficial, incluindo também as linhas:

    deb ftp://ftp.nerim.net/debian-marillat/ etch main
    deb http://ftp.debian-unofficial.org/debian sarge main contrib non-free restricted

    No Ubuntu 5.10 em diante, você verá um aviso ao instalar qualquer pacote através deles, relacionado à ausência de chaves de autenticação nos pacotes. Ele é normal e vai continuar por algum tempo, até que todos os repositórios adotem o uso de chaves PGP. Note que é preciso responder "s" para continuar a instalação:

    AVISO : Os pacotes a seguir não podem ser autenticados !
    w32codecs
    Instalar estes pacotes sem verificação [s/N] ? s

    Note que aqui estou adicionando os repositórios do "etch", que é a atual versão Testing do Debian. Estes pacotes podem ser usados na última versão do Ubuntu, que é baseada justamente no unstable, mas seja cauteloso ao usá-los. Caso o apt-get reclame de dependências quebradas ao tentar instalar algum pacote ou disser que ele conflita com pacotes já instalados, aborte a instalação e pesquise nos fóruns do Ubuntu (http://www.ubuntuforums.org/) uma forma alternativa de instalá-los.

    Alguns pacotes importantes, que vale à pena instalar depois de ativar os dois repositórios, a fim de ter uma instalação mais completa, são:

    - w32codecs: suporte a vídeos em WMF, Quick Time e outros formatos.

    - sun-j2se5.0-jre-binary: suporte a Java, incluindo o plugin para o Firefox.

    - flashplugin-nonfree e gsfonts-x11 : Suporte a Flash no Firefox. O segundo pacote contém algumas fontes de tela necessárias para o Flash funcionar corretamente.

    - gstreamer0.8-mad, sox e lame: Suporte a músicas em MP3, incluindo a possibilidade de converter para outros formatos e gravar CDs de música, usando os programas apropriados.

    - totem-xine, gstreamer0.8-plugins, gstreamer0.8-plugins-multiverse e gstreamer0.8-ffmpg, faad, mjpgtools e ffmpeg: Suporte a formatos diversos de vídeo, incluindo vídeos em Divx4 e Divx5. Depois de instalar os dois pacotes, rode o comando "gst-register-0.8" para ativá-los.

    - msttcorefonts: Instala fontes do Windows, como a Verdana, Times e Arial, úteis em alguns programas e para a criação de documentos em geral. Na verdade, este pacote é apenas um script que baixa as fontes da Internet. A partir do Ubuntu 5.10 estas fontes já vem pré-instaladas.

    - libdvdcss2: Adiciona suporte a DVDs protegidos. Este é o polêmico pacote que é proibido nos EUA, mas é legal em quase todos os demais países.

    - realplayer: Embora não sirva para muita coisa atualmente, o Realplayer completa o time do suporte a vídeo, permitindo assistir aos vídeos no formato Realvideo.


    Usando o Synaptic


    Além de instalar diretamente os programas usando o apt-get, o Ubuntu inclui um gerenciador de atualizações, que por padrão fica ao lado do relógio, avisando sempre que existem atualizações de segurança disponíveis e o "gnome-app-install" (Aplicações > Adicionar aplicações), que serve como um gerenciador simples, para instalar aplicativos comuns.

    Este é um programa destinado a iniciantes, que permite instalar os programas mais usados com dois cliques. Para quem procura uma opção mais avançada, está disponível o Synaptic (Sistema > Administração > Gerenciador de Pacotes Synaptic), uma ferramenta originalmente desenvolvida pela equipe da Conectiva, mas que hoje pode ser encontrada em diversas distribuições. Ele também é incluído no Kurumin (Iniciar > Sistema > Synaptic) e pode ser instalado em outras distribuições derivadas do Debian via apt-get.

    Uma dica é que apenas um deles pode ser aberto de cada vez, pois o primeiro trava o acesso à base de dados do apt, fazendo com que o segundo reclame dizendo algo como "Impossível obter trava exclusiva".

    O Synaptic parece muito complexo à primeira vista e até certo ponto realmente é, mas ele permite instalar e atualizar pacotes e alterar todas as principais configurações do apt (incluindo as fontes de atualização) sem precisar se preocupar com os arquivos de configuração.

    A parte que mais assusta ao abrí-lo pela primeira vez é a quantidade de pacotes disponíveis, já que ele mostra todos os pacotes disponíveis em todos os mirrors ativados no "/etc/apt/sources.list", incluindo o Universe, Backports, Marillat e outros. Os pacotes estão, naturalmente, divididos em categorias. Clicando sobre os pacotes você vê a descrição e, nas propriedades, pode ver mais detalhes, como os arquivos que fazem parte do pacotes e suas dependências, ou seja, quais outros pacotes serão instalados junto caso resolva adicioná-lo.

    Os pacotes com o quadrado em branco são os disponíveis para instalação, os com o quadrado verde são os já instalados e os com o quadrado verde com a estrelinha são os que estão instalados porém possuem atualizações disponíveis.

    O Synaptic permite marcar várias ações (instalar, remover e/ou atualizar vários pacotes de uma vez), por isso é interessante principalmente pra quem gosta de deixar o micro ligado a noite baixando e instalando coisas. Assim como no Gparted, as modificações são realizadas de uma vez ao clicar no "Aplicar".

    Clicando no "Marcar Todas as Atualizações" você instala de uma vez todas as atualizações, o que inclui não apenas as atualizações de segurança, mas também todas as atualizações gerais, para todos os programas instalados.

    é possível também usar o próprio Synaptic para adicionar e remover fontes de atualizações, ao invés de ter de editar manualmente o "/etc/apt/sources.list". Para isso, clique no "Configurações > Repositórios".

    Inicialmente, você tem acesso aos repositórios ativados. Para adicionar um novo, clique no "Adicionar".

    Ao invés de simplesmente permitir que você inclua a linha que iria no sources.list, o Synaptic usa uma sintaxe um pouco diferente. No campo "URL" vai o endereço do repositório, como em "ftp://ftp.nerim.net/debian-marillat/". No campo "Distribuição" vai o nome da versão do Ubuntu ou Debian, como em "etch". Finalmente, no terceiro campo vai a lista de pastas dentro do repositório que serão usadas, como "main".

    A linha pata adicionar o repositório do Marillat, que no sources.list seria "deb ftp://ftp.nerim.net/debian-marillat/ etch main", na configuração do Synaptic fica:

    Configurando o Gnome


    Assim como o KDE, o Gnome não é um simples gerenciador de janelas, mas sim um desktop, com um conjunto de bibliotecas, ferramentas de desenvolvimento e vários programas que facilitam o uso e configuração do sistema. Com exceção do Kernel e drivers, tanto o Gnome quanto o KDE são praticamente sistemas operacionais completos.

    As principais diferenças entre os dois são a biblioteca usada e a filosofia de desenvolvimento. O Gnome é baseado na biblioteca GTK2, quanto o KDE usa a Qt. O KDE segue uma filosofia "mais é mais", onde temos um ambiente com muitas opções de configuração e o máximo de recursos possível, que agrada a usuários avançados. O Gnome por sua vez utiliza uma filosofia "menos é mais", onde os aplicativos e menus conservam apenas as opções mais usadas e mais importantes, de forma a facilitar o uso, o que por sua vez faz torna o uso inicial do sistema mais simples, o que agrada muitos iniciantes.

    As limitações da filosofia do KDE se tornam óbvias quando você começa a encontrar opções duplicadas (na verdade opções com o mesmo nome, mas que servem para coisas diferentes) e se perder no meio das opções do Centro de Controle, enquanto no caso do Gnome as limitações surgem quando você quer fazer algo e simplesmente percebe que não existe uma opção para isso.

    Um exemplo no caso do KDE é o menu "Configurações" do K3B, onde você encontra duas opções aparentemente idênticas "Configurar K3B..." e "Configurar K3B", onde uma abre a janela principal de configuração e a outra abre o K3Bsetup, que verifica as permissões dos executáveis de sistema usados pelo K3B.

    Um exemplo clássico no caso do Gnome é a ausência de uma ferramenta para editar o menu iniciar. Apenas no Ubuntu 5.10 foi incluído um aplicativo externo para isso, o smeg (veja a seguir). Muitas coisas que são simples no KDE tornam-se complicadas no Gnome, pois sem uma opção de configuração disponível você acaba tendo que se virar com o gconf-editor, ou sair procurando nos arquivos de configuração. A simplicidade acaba sendo uma faca de dois gumes.

    Nada impede que você use aplicativos do KDE no Gnome ou vice-versa, mas existe uma certa penalidade em termos de desempenho ao fazer isso. Misturando aplicativos dos dois ambientes o sistema precisa manter as duas bibliotecas carregadas, o que consome mais memória RAM e processamento. Os próprios aplicativos demoram mais para carregar "fora de casa", pois é preciso primeiro carregar as bibliotecas e outros componentes necessários para depois começar o carregamento do aplicativo em sí. Um exemplo clássico é o Konqueror, que abre quase que instantaneamente n KDE, mas pode demorar de 10 a 20 segundos para carregar no Gnome. Outra questão é o aspecto visual: os aplicativos do KDE e do Gnome possuem uma aparência bem diferente, o que faz com que os programas de um fiquem um tanto quanto desfocados ao serem abertos no outro.

    Devido a tudo isso, a maior parte das distribuições adota um dos dois ambientes como padrão e centraliza o desenvolvimento em torno dele, dando preferência aos aplicativos e ferramentas de configuração desenvolvidas pra ele. O Ubuntu é baseado no Gnome, daí a necessidade de falarmos um pouco sobre sua configuração :).


    Barras e Applets
    : Assim como no KDE, é possível alterar a posição da barra de tarefas, criar uma segunda barra, no topo ou canto da tela (é possível ter até 4) e incluir applets diversos. A configuração do Gnome é feita através do menu "Administração", que centraliza as opções mais básicas e através do "gconf-editor", uma espécie de "editor de registro", que centraliza um conjunto de opções "avançadas", que ficam escondidas por padrão.

    Enquanto o KDE adota por padrão um visual mais "Windows", o Gnome diferencia-se por usar um visual mais estilo "MacOS", com a barra de menu no topo da tela e uma segunda barra com as janelas abertas na parte inferior. Alguns usuários preferem assim, mas outros estranham bastante.

    Naturalmente, nada é fixo. O Gnome permite que você utilize múltiplas barras de tarefas, você pode ter até quatro barras fixas (uma em cada canto da tela) e mais um número indefinido de barras flutuantes, que podem incluir applets diversos. Os applets são pequenos aplicativos que se integram à barra, permitindo que você tenha as funções que acha mais úteis à vista.

    Clicando sobre uma das barras existentes, você verá um menu como o do screenshot a seguir. Aqui você pode adicionar applets à barra de tarefas (relógio, monitor de sistema, lista de janelas, menu, etc.), adicionar atalhos para aplicativos do menu, além de configurar a largura da barra, criar novas barras ou simplesmente deletá-la, caso você não queira a barra no topo da tela por exemplo. A barra em sí é apenas um espaço para incluir os applets que você usa.

    Uma configuração comum é mover todos os componentes úteis da barra do topo para a de baixo e em seguida desativá-la, deixando apenas uma barra ativa, como no KDE. Muita gente prefere desta forma, pois aumenta a área útil da tela. Em geral os desenvolvedores usam monitores grandes, a 1280x1024 ou mais, enquanto muito usuários ainda estão nos 800x600. O visual padrão do Gnome é confortável para quem usa monitores grandes, mas não necessariamente para quem usa o desktop a 1024x768 ou menos.

    Além dos applets mais conhecidos, é possível adicionar um conjunto muito grande de outros applets, incluindo monitores de sistema, monitores de rede e modem, utilitários para trocar o layout do teclado e besteirinhas diversas. Você tem acesso a eles usando o botão "Adicionar ao Painel":

    O conjunto básico, usado por 8 em cada 10 usuários inclui o Relógio (Acessórios > Relógio), o menu do Gnome que faz as vias de iniciar ("Menu Principal" no Ubuntu), a lista de janelas abertas (área de Trabalho e Janelas > Lista de Janelas) e o controle de volume (System & Hardware > Controle de Volume).

    Clicando sobre qualquer um dos componentes adicionados à barra de tarefas você tem acesso a mais um menu, que permite mover ou editar as propriedades. Quase todos os applets oferecem algumas opções que podem ser editadas aqui.

    Gerenciados de arquivos: O gerenciador de arquivos default do Gnome é o Nautilus. Ele oferece um conjunto de recursos bastante interessante, com preview de arquivos, opções de filtros, comentários para pastas e assim por diante. Ao contrário do Konqueror, que também é navegador, o Nautilus se concentra na tarefa de gerenciador de arquivos, deixando a parte de navegação em aberto para que você escolha entre o Firefox, Epiphany (um Firefox adaptado para se integrar ao Gnome) ou algum dos outros navegadores disponíveis.

    Você notará que mesmo como gerenciador de arquivos ele oferece uma quantidade muito menor de opções e recursos que o Konqueror, fazendo com que muita gente que vem do KDE, ou mesmo do Windows estranhe bastante. Novamente, caímos na questão do "mais" ou do "menos": o Nautilus oferece menos opções mais em geral é mais simples de usar, o que faz com que algumas pessoas sejam mais produtivas com ele. é mais uma questão de escolha pessoal neste caso.

    O Nautilus possui um conjunto de plugins, que são acessados através de endereços (algo parecido como o "fish://" ou o "fonts:/" do Konqueror, por exemplo). Pressione Ctrl+L para que ele mostre a barra de endereços. A partir daí você pode usar uma das localizações a seguir. Muitas delas são acessíveis também através do menu ou de outros atalhos espalhados pelo sistema.

    fonts:/// : Mostra as fontes true-type instaladas no sistema. Você pode instalar outras fontes (fontes do Windows ou do Corel Draw, por exemplo) arrastando os arquivos para dentro da pasta. Lembre-se que no Windows as fontes vão na pasta C:\Windows\Fonts.

    network:/// : Mostra e acessa compartilhamentos de rede. Para acessar compartilhamentos do Windows, verifique se o pacote "smbclient" está instalado.

    computer:/// : Mostra as partições, CDs, DVDs, disquetes e outras unidades de armazenamento do micro. é similar ao "devices:/" do Konqueror.

    burn:/// : Muita gente reclama que o Gnome não possui uma ferramenta de gravação de CDs, como o K3B. Na verdade, o Nautilus inclui um gravador de CD embutido, acessado através desta url. Basta arrastar os arquivos que serão gravados para dentro da janela e clicar no "Gravar no disco".

    themes:/// : Por aqui você pode alterar o tema visual do Gnome. Entre os pré-instalados no Ubuntu 5.10, o meu favorito é o "ClearLooks", usado na maioria dos screenshots que está vendo. O tema padrão do Ubuntu, baseado em tons de marrom e bege, não agrada todo mundo.


    Preferências
    : Como disse, o Gnome tem suas preferências divididas em dois grupos. As opções mais básicas estão concentradas no menu "Sistema > Preferências", onde você configura as associações de arquivos no Nautilus, os atalhos de teclado, fontes, temas e outras opções visuais do sistema, opções do mouse e som, e assim por diante.

    O restante das configurações ficam escondidas no gconf-editor (Aplicações > Ferramentas do sistema > Editor de Configurações), que funciona como uma espécie de "editor de registro" exibindo todo tipo de configuração escondida, não apenas para o Gnome em sí, mas para a maior parte dos aplicativos baseados nele.


    Atalhos de teclado
    :
    O Gnome suporta a maior parte dos atalhos de teclado do KDE. Pressionando Alt+F1 você abre o menu iniciar, Alt+F2 abre o "Executar uma aplicação", Alt+Tab alterna entre as janelas abertas e Ctrl+Alt+D minimiza todas as janelas abertas. Ele inclui também alguns atalhos próprios, pressionando a tecla PrintScreen você abre o gnome-screenshot, que tira screenshots da tela de os salva em .png (de forma bem similar ao Ksnapshot do KDE).

    Para alternar entre os desktops virtuais, você pressiona Ctrl+Alt+seta (usando as setas do teclado, para a direita ou esquerda), enquanto no KDE você pressionaria Ctrl+F1, Ctrl+F2, etc. Para mandar uma janela para outro desktop, clique com o botão direito sobre a barra de título e use a opção "Mover para outra área de trabalho".

    Existem ainda alguns atalhos para lidar com as janelas abertas: Ctrl+F9 minimiza a janela atual, Ctrl+F10 maximiza, Ctrl+F4 fecha a janela e Ctrl+Espaço abre o menu "Arquivo" do programa. Estes atalhos podem ser alterados no "Sistema > Preferências > Atalhos de teclado".

    Além dos atalhos relacionados à interface, a maior parte dos aplicativos (tanto do Gnome, quanto do KDE), suportam também Ctrl+C para copiar e Ctrl+V para colar, Ctrl+Z para desfazer a última ação, Ctrl+N para criar um novo documento e Ctrl+S para salvar.


    Editor de menus: Para editar o menu iniciar, use o smeg. Ele é instalado por padrão no Breezy e nas versões anteriores estava disponível via apt-get. Você pode usar o menu, ou chamá-lo pelo terminal, rodando o comando "smeg".

    Ele funciona de uma forma similar ao kmenuedit. Ao criar uma nova entrada no menu, você escolhe um ícone e inclui o comando de terminal que executa o programa. Ao incluir entradas para programas de linha de comando, como o mcedit ou o partimage, inclua o comando "xterm -e", como em "xterm -e mcedit". Isso faz com que ao clicar sobre o ícone, ele abra uma janela de terminal com o programa.


    Pendrive e CD-ROM


    O Ubuntu utiliza uma combinação de scripts do hotplug e funções do Nautilus (o gerenciador de arquivos do Gnome) para detectar pendrives e oferecer uma forma simples de gravar CDs/DVDs de dados.

    Assim que você pluga um pendrive na porta USB, o hotplug detecta o novo dispositivo e dispara um script que cria um ícone no desktop, monta e abre uma janela do Nautilus mostrando os arquivos. Antes de remover o pendrive você precisa clicar sobre o ícone no desktop e usar a opção "Desmontar Volume de dados" para sincronizar os dados. Não remova o pendrive diretamente, caso contrário você sempre vai perder as últimas alterações.

    Ao colocar um CD ou DVD virgem no gravador e é automaticamente aberta uma janela do Nautilus perguntando o que deseja fazer com ele. Ao escolher "Gravar um CD de dados" abre-se uma janela do Nautilus, para onde você arrasta os arquivos e pastas que serão gravados e clica no botão "Gravar no disco" para iniciar a gravação.

    Um recurso similar, que você encontra no Kurumin e outras distribuições baseadas no KDE é um menu de contexto do K3B. Clique com o botão direito sobre uma pasta e selecione a opção "Ações > Gravar um CD de dados usando o K3B". Isso dispara um script que abre o K3B já com um seção criada, contendo todo o conteúdo da pasta, onde você só precisa clicar no botão "Queimar..." para iniciar a gravação.

    Embora não venha instalado por padrão, o K3B faz parte do repositório Universe, junto com outros aplicativos e ferramentas do KDE. Depois de incluir a linha no "/etc/apt/sources.list", você pode instala-lo pelo apt-get. Instale junto o pacote "k3b-mp3", que permite gravar CDs de música a partir de arquivos em MP3:

    $ sudo apt-get install k3b k3b-mp3

    A partir da versão 5.10, o Ubuntu também oferece suporte a vários dos botões de funções encontrados em notebooks, como os para ajustar o brilho da tela, ativar ou desativar o som, etc. que dependem de suporte por parte do sistema operacional.

    Boa parte das melhorias com relação ao suporte a hardware foram desenvolvidas com ajuda dos usuários. No "Aplicações > Ferramentas de Sistema > Banco de dados de Dispositivos do Ubuntu" você encontra um utilitário que permite enviar feedback sobre o suporte ao hardware do seu micro. Ele vai executando testes de som, rede, vídeo, etc. para detectar dispositivos que não estejam funcionando e envia tudo na forma de um relatório, que permite aos desenvolvedores trabalhar em adicionar suporte aos dispositivos que não estão funcionando corretamente.


    Root, sudo e terminal


    Muita gente estranha a conta de root desabilitada no Ubuntu. Se você é um deles, pode ativar a conta de root e passar a usar o sistema da forma usual de uma forma bem simples:

    # sudo passwd

    Sim, é só isso ;). Ao definir a senha, a conta de root é ativada e você passa a poder usá-la normalmente, como em outras distribuições. O sudo continua ativo, de forma que você pode usar o su ou sudo para executar comandos como root, de acordo com sua preferência. Se resolver travar o root novamente, use o comando "sudo passwd -l root".

    Se preferir que o sudo não peça a sua senha de usuário ao executar comandos (como no Kurumin), abra o arquivo "/etc/sudoers" (como root), onde vai a configuração do sudo e substitua a linha:

    %admin ALL=(ALL) ALL

    por:

    %admin ALL=NOPASSWD: ALL

    O "%admin" indica que todos os usuários que fizerem parte do grupo "admin" (que originalmente inclui apenas o usuário criado durante a instalação) poderão usar o sudo. Você pode também especificar o login diretamente, como em:

    tux ALL=NOPASSWD: ALL

    As alterações neste arquivo entram em vigor automaticamente, por isso mantenha a janela do editor aberta, até testar e ver que está tudo ok. Assim, no caso de algum problema, você pode desfazer a alteração rapidamente.

    Se você usa bastante o terminal, outra configuração importante é o autocompletar. Por padrão, o auto completar no terminal vem desativado para o root, o que atrapalha bastante se, como eu, você está acostumado a completar os comandos usando a tecla TAB. Para ativar, abra o arquivo "/etc/bash.bashrc" e descomente as linhas:

    if [ -f /etc/bash_completion ]; then
    . /etc/bash_completion
    fi

    iptables -A INPUT -p tcp -s 192.168.0.0/255.255.255.0 -j ACCEPT
    iptables -A INPUT -p tcp -s 127.0.0.1/255.0.0.0 -j ACCEPT
    iptables -A INPUT -p tcp --syn -j DROP

    Estes comandos podem ser executadas diretamente no terminal. Para que a mudança torne-se definitiva, inclua-os no final do arquivo "/etc/init.d/bootmisc.sh", antes do "exit 0".

    Naturalmente, configurar as regras manualmente so é necessário se você realmente gosta da linha de comando. O Firestarter é bem mais simples de usar e inclui mais funções. Ele faz parte do Universe, e (uma vez ativado o repositório) pode ser instalado via apt-get:

    $ sudo apt-get install firestarter

    Você pode executá-lo usando o comando "sudo firestarter" ou usando o ícone no "Aplicações > Ferramentas de Sistema > Firestarter". Ele precisa ser sempre executado através do sudo, pois precisa de permissões de root para modificar as regras do IPtables e criar o serviço de sistema onde salva sua configuração.

    Ao abrir o Firestarter pela primeira vez, é aberto um assistente que pede algumas informações básicas sobre a configuração da rede e oferece opções para compartilhar a conexão e ativar o firewall sob demanda, ao conectar via modem ou ADSL PPPoE.

    Por padrão, uma vez aberto, o Firestarter bloqueia todas as portas e loga todas as tentativas de conexão, uma configuração bastante segura.

    Sempre que alguém tenta abrir alguma conexão, seja a partir de outro micro da rede local ou via Internet, o ícone ao lado do relógio fica vermelho. Clicando sobre ele, a Interface do Firestarter é aberta, mostrando detalhes sobre a tentativa de acesso.

    Digo tentativa, pois por padrão o Firestarter vai bloquear a conexão, fazendo com que a outra pessoa dê com a cara na porta. Mas, clicando sobre a entrada, você tem a opção de autorizar futuros acessos.

    Usando a opção "Permitir serviço de entrada para a origem" faz com que daí em diante o endereço possa acessar o SS


Categoria:
 Sistemas Operativos  SubCategoria: Linux
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